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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mulheres Guerreiras

"História Islâmica e Mulheres que você nunca ouvir falar: Muçulmanas guerreiras.  

As mulheres muçulmanas participaram plenamente das guerras durante os primeiros períodos do Islã. Enquanto umas curavam feridas, umas elaboravam estratégias, outras eram guerreiras, e outras ainda recitavam poesias de guerra para inspirar as tropas, (suas armas eram as palavras!) E uma grande maioria atendia todos os itens acima. Essas histórias não são poucas, mas claro, elas têm sido mantidas escondidas de nós por homens ciumentos, que perderam todo o sentido de sua própria modéstia e mesmo assim policiam a nossa (e ainda roubam o poder legítimo que nos foi dado por Deus). Uma dessas mulheres foi Umm 'Umara, a quem o nosso Profeta observou ter sido uma guerreira melhor do que qualquer homem. Sua coragem e maestria com armas facilmente superou a de qualquer guerreiro masculino. Ela continuou a lutar em batalhas ao longo de sua vida, e mesmo depois da morte do Profeta quando ela já tinha perdido a mão. (Batalha de 'Uqraba). Outra foi Umm Hakim, que na batalha de Marj al-Saffar, sozinha, despachou sete soldados bizantinos, Sete, sozinha, como também Batalhões inteiros de guerreiros do lado oposto. 

Ao elogiar essas mulheres valentes, que lutaram ao lado do Profeta em guerras, não esqueçamos que muitas eram estrategistas astutas, e fizeram muitas dessas batalhas serem vencidas. 

Azdah bint al-Harith bin Kaldah, foi uma delas. Ao ver que ela e outras muçulmanas tinham sido deixadas indefesas com as tropas do inimigo aguardando no rio, virou-se para as mulheres na base e disse: "Nossos homens estão ocupados em combate com o inimigo e eu não me sinto segura, o inimigo  pode se voltar contra nós, e não tem ninguém aqui para impedi-los. Eu também temo que o inimigo possa estar em grande número para os muçulmanos e que eles assim possam nos derrotar."

Então, ao invés de esperar, com a possibilidade de um ataque e devastação suspenso no ar, ela concebeu um esquema. Com os lenços de cabeça que as mulheres usavam, juntas, criaram um banner, e com Azdah na liderança, as mulheres foram, dizendo poesias de guerra, em direção ao inimigo que se aproximava. 

Confundindo as mulheres com as tropas de reforço (não se sabe se essas mulheres realmente carregavam armas) por causa das bandeiras sobre elas, o inimigo se retirou rapidamente no meio da batalha, e foram prontamente perseguidos. Este terreno particular foi vencido. 

Após a morte do Profeta, com as várias guerras mais o poder político que se seguiu, os homens voltaram a seus estilos de vida anteriores, as atrozes práticas patriarcais, abandonando a ética do respeito que o Islã tinha instilado neles. Como é que com tantas mulheres contribuindo para a sociedade, discutindo ferozmente com os líderes, escrevendo direitos e lutando ao lado de homens em guerras, que então, chegamos a este silêncio, isolamento, e as violações de nossas liberdades legítimas? Quando o nosso amado profeta se foi, os homens desviaram-se quase que imediatamente do estilo de vida islâmico e se consumiram no patriarcado, especialmente com a guerra, e se opuseram ao ji'had para as mulheres, apesar do precedente estabelecido pelo Profeta.

Para desencorajar as mulheres a se tornarem guerreiras, os homens começaram a expô-las na batalha, arrancando suas roupas e jogando-as ao chão antes de matá-las. Vemos violações repulsivamente pecaminosas da ética da guerra islâmica hoje, mesmo com os fatores relativamente menores, como a pontualidade pois, os muçulmanos não têm permissão para fazer a guerra quatro meses dos doze do calendário islâmico, com a exceção óbvia de uma urgente auto-defesa. E mesmo antes disso, muito antes disso, os homens começaram a "recolher" as mulheres e descrevê-las como objetos a ficarem "a mostra" muito pouco depois da morte do Profeta. 

Não podemos desanimar, precisamos apenas olhar para nossa própria história em busca de inspiração e garantia (ou mesmo para retirarmos o que os homens apagaram e reescreveram) para o nosso revivalismo. Nosso Profeta foi um feminista, assim como muitas muçulmanas que vieram antes de nós. O feminismo é nossa ji'had, é nossa luta contra a corrupção, contra o sexismo, o patriarcado, e suas projeções deturpadas, supostamente em nome de Deus, sobre textos religiosos. Esta é a nossa luta pessoal, é nossa luta como comunidade. Devemos recuperar, com argumento e educação, a sociedade igualitária em que fomos feitas para viver. As mulheres muçulmanas merecem toda a igualdade de direitos pela palavra do Alcorão. Precisamos garantir que às nossas filhas sejam dadas as mesmas liberdades que são dadas aos nossos filhos. Precisamos viver em paz dentro de nós mesmas e com todas as outras pessoas/religiões, e mesmo com as que não têm nenhuma."

The Fatal Feminist © Nahida S. N.
Tradução Pollyanna Meira

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