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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Terrorismo e extremismo tem suas bases fincadas nos livros de hadiths

Cerca de cem anos atrás, Allama Iqbal entregou uma série de palestras, que foram posteriormente compiladas em um livro, "A Reconstrução do pensamento religioso do Islã". Ele chamou todos para uma re-examinação dos fundamentos intelectuais da filosofia islâmica. Ele descreveu o estado atual dos muçulmanos da seguinte forma:

"... Ter uma sucessão de pensamentos e sentimentos idênticos é não ter pensamentos e sentimentos. Essa é a realidade da maioria dos países de maioria muçulmana de hoje. Eles estão repetindo, mecanicamente, valores antigos ..."

Allama Iqbal não estava pedindo para as pessoas mudarem a religião, mas para re-examinarmos como a religião deve ser interpretada, e analisarmos criticamente textos antigos e idéias, antes de aceitarmos interpretações vindas de gerações anteriores. Infelizmente, as pessoas não prestaram atenção nas ideias e avisos de Iqbal. Como resultado, os muçulmanos, como um todo, se afundaram nas trevas. Eles aceitam, sem crítica e análise, todo e qualquer texto transmitido a eles como "sagrado", e estão confusos sobre seu deen. A consequência lógica disso é o surgimento de grupos extremistas (e apoio ideológico para eles das massas), que tomam esses textos como "sagrados". Mesmo quando estão  casando crianças, tratando as mulheres mal, matando crianças, acreditam que estão seguindo os passos do profeta Muhammad . O exemplo a seguir ilustra isso:

"Narrado por As-Sab bin Jaththama: O Profeta passou por mim em um lugar chamado Al-Abwa ou Waddan, e foi perguntado se era permitido atacar os pagãos <kuffar> guerreiros à noite, com a probabilidade de expor suas mulheres e crianças ao perigo. O Profeta respondeu: "Eles (ou seja, mulheres e crianças) são deles (ie kuffar). Eu também ouvi o Profeta dizer: "A instituição de Hima é inválida, exceto para Deus e Seu Apóstolo." (Sahih Bukhari Vol. 4, Livro 52, nº 256)

De acordo com este ALEGADO provérbio do Profeta, as mulheres e as crianças dos "kuffars" são alvos sem importância durante uma guerra. Agora, este relato está em um livro considerado o livro mais autêntico dos hadiths, e desde que estes livros (por causa da falta de análise crítica) atingiram o status de "sagrados", todo e qualquer relato ali contido é tomado por muitos muçulmanos como palavras reveladas de Deus quase igualmente ao Alcorão ( mesmo para aqueles que nunca leram esses livros e sequer usaram a lógica sobre eles). Os grupos extremistas, como TTP, olham para outros muçulmanos (que não concordam com a mesma exata interpretação do Islã), como "Kuffars". Eles encontram justificativas para suas ações em relatos como o já referido e em certos versículos do Alcorão tirados do contexto. Os "muçulmanos moderados" são incapazes de contrariar esta lógica distorcida, uma vez que eles não fizeram a lição de casa necessária para combater essa mentalidade extremista.

A menos que o aviso de Iqbal seja atendido, e os muçulmanos estejam prontos para rever os fundamentos intelectuais da filosofia islâmica, eles não serão capazes de lutar contra esses extremistas, porque estes extremistas não podem ser derrotados militarmente; eles têm de ser derrotados ideologicamente. Essa é a única solução duradoura.

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