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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A Lua Crescente - Um símbolo do Islã?

Os cristãos têm a cruz, os judeus têm a estrela de David, e os muçulmanos têm a lua crescente, certo? 

Qual é a história por trás do símbolo da lua crescente? O que simboliza ou quer dizer? Como e quando é que se tornou associado com a fé muçulmana? É um símbolo válido para a fé?

Em seus primórdios, a comunidade muçulmana realmente não tinha um símbolo. Durante a época do Profeta Muhammad, os exércitos muçulmanos e caravanas levavam bandeiras de cores sólidas simples (geralmente pretas, verdes ou brancas) para fins de identificação. Nas gerações posteriores, os líderes muçulmanos continuaram a usar uma bandeira preta, branca ou verde simples, sem marcações, inscrições, ou simbolismos nela.

Foi com o império otomano que a lua crescente e a estrela tornou-se afiliada com o mundo muçulmano. Quando os turcos conquistaram Constantinopla (Istambul) em 1453, adotaram a bandeira e o símbolo existente da cidade. A legenda sustenta que o fundador do império otomano, Osman, sonhou que a lua crescente esticava de uma extremidade à outra da terra. Tomando isto como um bom presságio, escolheu manter a lua crescente e fazer-lhe o símbolo de sua dinastia. Especula-se que os cinco pontos da estrela representam os cinco pilares do Islã, mas isso é pura conjectura. Os cinco pontos não eram uniformes, nas bandeiras otomanas.

Por centenas de anos, o Império Otomano governou o mundo muçulmano. Depois de séculos de batalhas com a Europa cristã é compreensível que os símbolos deste império ficassem conectadas, nas mentes das pessoas, com a fé do Islã como um todo.

Com base nessa história, muitos muçulmanos rejeitam a lua crescente como um símbolo do Islã. A fé do Islã historicamente nunca teve nenhum símbolo, e muitos se recusam a aceitar que isso é, essencialmente, um ícone pagão antigo.

Isso nos leva a duas questões: Qual outro "símbolo" representa a fé? É necessário ainda ter um símbolo?





2 comentários:

  1. Olá. É muito difícil explicar o quanto fiquei feliz em conhecer esse blog. Não sou muçulmano, mas respeito bastante e me deixa muito feliz saber que é possível receber informação e conteúdo do Islã sem o viés patriarcal.

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