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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O apedrejamento ainda é praticado em 15 países

O apedrejamento não é simplesmente uma relíquia do passado. Em quinze países ao redor do mundo, esta punição brutal e forma de tortura, continua a existir no aqui e agora.

Em 2008, uma jovem de 16 anos do Curdistão iraquiano chamada Aziz fugiu com um homem contra a vontade dos pais. Temendo por sua vida, ela procurou a ajuda do Departamento para acabar com a violência doméstica. No entanto, o Departamento a entregou ao pai, e sua família posteriormente a apedrejou até a morte.

Em julho de 2012, Najiba, 21, foi apedrejada e morta a tiros no Afeganistão, em frente de uma centena de homens e mais quinze da sua comunidade aplaudindo o apedrejamento. Este incidente horrível foi filmado por um membro da comunidade presente. Najiba tinha sido acusada de crimes morais por senhores da guerra e comandantes locais.

No Sudão, Intisar Sharif Abdallah e Layla Ibrahim Issa foram condenadas à morte por apedrejamento em 2012, acusadas de adultério. Após crescente pressão da opinião pública do Sudão e internacional, elas foram liberadas na apelação..

E em março de 2013, o chefe da Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício na Tunísia, apelou para uma tunisiana de 19 anos chamada Amina ser apedrejada até a morte por postar imagens nuas para protestar online.

Estes são apenas alguns casos recentes de mulheres que estão sendo aterrorizadas por esta prática hedionda.

Apedrejamento é uma forma cruel de tortura que causa dor grave antes da morte. É uma profunda violação dos direitos humanos fundamentais. A prática do apedrejamento policia desproporcionalmente mulheres e sua conduta, e muitas vezes implica ainda em uma série de violações dos direitos civis e políticos que vêm na sequência de processos judiciais  e condições de detenção injustos. As mulheres são mais propensas a serem condenadas ao apedrejamento quando interpretações misóginas de leis religiosas e costumes culturais constituem a base das leis que regem as relações sexuais e da família.

Vamos dizer juntos NÃO ao apedrejamento. Os direitos das mulheres não podem ser sacrificados por causa dessas interpretações. As mulheres têm o direito de participar livremente e aderir às suas próprias crenças, mas hoje elas continuam a ser silenciadas por atos de violência.

Levante-se contra a violência contra as mulheres. Atos cruéis, desumanos e degradantes não podem ser tolerados, os direitos humanos não devem ser reféns em nome da "cultura" ou tradição.

Apelamos aos Estados onde o apedrejamento ainda existe na lei e na prática, para serem responsabilizados perante as suas obrigações internacionais de direitos humanos, proibindo o apedrejamento na lei e na prática e para levar os agressores à justiça.

Nós recomendamos fortemente ao Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos e do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon para atender a esse apelo urgente e denunciar abertamente a prática de execuções por apedrejamento como uma das formas mais brutais de violência contra a mulher e como um forma de tortura, tratamento desumano e degradante ou castigo cruel.

via Faca
Tradução Pollyanna Meira


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