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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Quer falar sobre escravidão?

Então, você diz que o hijab, coroa de penas e turbantes são sinais de escravidão e prisão cultural? Minha querida salvadora branca, feminista do terreno urbanizado.

(fala de opressão e escravidão quando você colabora com qualquer tipo de opressão/escravidão)

Vamos falar sobre a escravidão. Vamos falar, por exemplo:


Sobre as mulheres "maquiladoras" no México que têm de trabalhar em turnos longos e intermináveis ​​para produzir os bens para o seu consumo.


Sobre as mulheres e meninas em Bangladesh que destroem as mãos e os olhos para costurar as roupas que você vai comprar na próxima sexta-feira negra (Oh, você realmente compra na Black Friday, né?)


Sobre as mulheres no sul da Índia, exploradas como incubadoras, para dar à luz os bebês que você não pode ter nem pagar em seu próprio país de primeiro mundo.


Sobre as mulheres das áreas rurais da Colômbia, estupradas, aterrorizadas e expulsas de suas terras todos os dias pelas forças paramilitares, pagas com o dinheiro de seus impostos para financiar a "guerra às drogas".


Sobre as mulheres indígenas na América do Sul, as mulheres berberes no Saara e as agricultoras da África e do terceiro mundo (que produzem a maior parte do alimento que você come), porque falta terra, água e sementes para atender a suas necessidades básicas devido ao negócio da "inovação" liderado pela Monsanto, obcecada com a SUA segurança alimentar em detrimento da escassez de milhões de mulheres e suas famílias.


Sobre as mulheres muçulmanas, cristãs e yazidis do Oriente Médio, sendo vendidas pelo ISIS no "Mercado de Concubinas" para se tornarem escravas sexuais dos jihadistas ocidentais, que têm muitos euros, dólares e libras para pagarem por elas.


Sem mencionar:


Mulheres da prisão na Arábia Saudita, país que você não se atreve a denunciar e onde nunca uma primavera árabe terá lugar, porque você tem medo de ficar sem petróleo para o seu carro.

Mulheres vítimas da violência política financiada com dólares frescos provenientes do "The Land of the Free". No meu país, a sua preocupação com a nossa escravidão deixou mais de 3.000 vítimas de abuso sexual e tortura, muitas mulheres mortas e muitas de nós sem os nossos pais, irmãos, maridos e filhos.


Todas as mulheres do sul do mundo que têm de lidar com uma contusão perpétua sobre a nossa identidade, a nossa cultura e as tradições para justificar guerras e neocolonialismo sob conceitos torcidos e desiguais de democracia.

Quer falar sobre a escravidão?

Comece por verificar os privilégios que você tem, graças à escravidão diária não solicitada, que milhões de mulheres têm de sofrer para manter sua brutal liberdade imperialista capitalista.

Vanessa Rivera de La fuente - Muçulmana Feminista

Tradução: Pollyanna Meira



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