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domingo, 22 de março de 2015

Argumento evolucionário de Alvin Plantinga contra o naturalismo


Apresento a seguir um resumo do argumento evolucionário de Alvin Plantinga contra o naturalismo. 

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A ideia básica do meu argumento poderia ser colocada (um pouco grosseiramente) conforme segue. Primeiro, a probabilidade de nossas faculdades cognitivas serem confiáveis, dado o naturalismo e a evolução, é baixa. (Para colocar de uma forma um pouco imprecisa, mas sugestiva, se o naturalismo e evolução fossem verdadeiros, nossas faculdades cognitivas seriam mui provavelmente não muito confiáveis.) Mas, então, de acordo com a segunda premissa do meu argumento, se eu acredito tanto no naturalismo quanto na evolução, eu tenho um invalidador para a minha suposição intuitiva que minhas faculdades cognitivas são confiáveis. Se eu tenho um invalidador para essa crença, no entanto, então eu tenho um invalidador para qualquer crença que eu contraia produzida por minhas faculdades cognitivas. Isso significa que eu tenho um invalidador para a minha crença de que o naturalismo e a evolução são verdadeiros. Então, minha crença de que o naturalismo e a evolução são verdadeiros me dá um invalidador para essa crença; essa crença atira no próprio pé e é auto-referencialmente incoerente, por isso eu não posso aceitar racionalmente isso. E se não se pode aceitar o naturalismo e a evolução, que é o pilar da ciência atual, então há conflito sério entre o naturalismo e a ciência. 

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*Where the Conflict Really Lies: Science, Religion, and Naturalism (p. 314). Oxford University Press. Kindle Edition.

Por Johannes Janzen  

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