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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Zaib-un-Nissa Hamidullah, feminista indiana/paquistanesa

Fonte: Pride of Pakistan
Tradução: Pollyanna Meira

Um símbolo de Força, Profissionalismo e Intelecto.

Zaib-un-Nissa foi uma escritora e jornalista bengali/paquistanesa . Ela foi pioneira na literatura e jornalismo paquistanês em Inglês, e também pioneira do feminismo no Paquistão. Ela foi a primeira colunista do Paquistão (em Inglês), editora e comentarista política. Ela tem uma rua em Karachi, Zaibunnisa, com seu nome.

Antes da independência, em 1947, ela escreveu para vários jornais indianos, e foi a primeira mulher muçulmana a escrever uma coluna em um jornal indiano. Após a independência, sua coluna no jornal paquistanês Dawn fez dela a primeira comentarista política do Paquistão. Depois que ela saiu do Dawn, ela tornou-se a fundadora e editora-publicadora do Mirror, a primeira revista social do Sul da Ásia. Devido ao seu status como a primeira editora do Paquistão, ela se tornou a primeira mulher a ser incluída nas delegações de imprensa enviadas para outros países. Em uma dessas delegações, em 1955, ela se tornou a primeira mulher a discursar na antiga Universidade al-Azhar, no Cairo, Egito.

Ela foi um dos membros fundadores do Pakistani Working Women's Association, bem como uma amiga próxima de Fatima Jinnah, irmã de Mohammed Ali Jinnah, e Begum Ra'ana Liaquat Ali Khan, esposa do primeiro-ministro do Paquistão, Liaquat Ali Khan. Alguns de seus outros amigos próximos foram Hakim Said, Salima Ahmed, Ardeshir Cowasjee, Hashim Raza, Shaista Ikramullah e Jahanara Habibullah.

Foi membro fundadora do Karachi Business and Professional Women's Club, e serviu como seu primeiro presidente. Ela ocupou esse cargo durante dois mandatos consecutivos. Ela também foi a primeira presidente do Women's International Club of Karachi, um membro da Sociedade de Horticultura e primeira mulher presidente do  Flower Show Committee. Outra organização que Hamidullah desempenhou um papel importante foi a (APWA), fundada por sua amiga Begum Raana Liaquat Ali Khan.

Em 1955, como parte de uma delegação de imprensa para o Cairo, ela se tornou a primeira mulher a discursar na antiga Universidade de Al-Azhar. Seu discurso foi controverso, pois discutiu a questão da caxemira paquistanesa. No entanto, foi uma grande distinção para ela.

Em 1956, Begum Hamidullah escreveu um diário de viagem, intitulado  'Sixty Days in America', Sessenta Dias na América, sobre sua viagem aos EUA como parte do "Programa dos Líderes Mundiais", durante o qual ela fez amizade com pessoas como Marilyn Monroe e Jean Negulesco, e apareceu no The Ed Sullivan Show. Este diário de viagem consistiu de colunas que tinha escrito para um jornal, The Times of Karachi, durante sua viagem. O editor, ZA Suleri, deu-lhe permissão para reimprimir as colunas em forma de livro como um diário de viagem, e ela começou a fazê-lo.

No ano seguinte, ela representou o Paquistão no seminário promovido das Nações Unidas sobre "Responsabilidades Cívicas e Maior Participação das Mulheres Asiáticas na Vida Pública".

Para os seguintes muitos anos, Begum Zaibunnisa serviu como uma notável jornalista, editora, que estabeleceu uma forte identidade com as trabalhadoras paquistanesas e representou o Paquistão em vários fóruns nacionais e internacionais.

O ano de 1984 foi marcado como a aposentadoria dessa senhora corajosa, devido a morte dolorosa de seu marido, KM Hamidullah. Mergulhada na tristeza ela decidiu se aposentar da carreira de escritora ativa.

A senhora que nasceu como símbolo do feminismo, força, profissionalismo e amor, deu seu último suspiro em 10 de setembro de 2000 com a idade de 78. Seu trabalho não só estabeleceu uma imagem forte e ambiciosa das trabalhadoras paquistanesas, mas também forneceu uma porta de entrada para as mulheres jornalistas que entram neste campo nos últimos anos.


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