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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Leis Baseadas em Hadiths são DESNECESSÁRIAS, diz Dr. M.

PUTRAJAYA: Segundo o ex-primeiro-ministro Mahathir Mohamad, o equívoco do islã, como uma religião de opressão, é parcialmente causado pelo excesso de confiança dos estudiosos contemporâneos nas tradições proféticas em detrimento da mensagem do Alcorão.

"Parece que rejeitamos o Alcorão em favor dos Hadiths", disse ele em seu discurso no forum Perdana Leadership Foundation.

("Hadith" é muitas vezes traduzido como "tradições". A palavra é por vezes utilizada para se referir apenas aos ditos do Profeta e, às vezes, a ambos, os seus ditos e suas práticas. Existem várias coleções com essa autoridade, e os estudiosos têm, tradicionalmente, classificado os hadiths em "autêntico", "bom", "duvidoso" e "falso".)

"Os ensinamentos, desempenho, ou as tradições do Profeta vieram depois de ter sido dada a mensagem de Deus, que é registrada no Alcorão", disse ele."Entre os dois, obviamente, o Alcorão é superior."

Mahathir apontou que o apedrejamento até a morte por causa da fornicação não existe no Alcorão, apenas nos Hadiths, que menciona a execução de tal punição em duas ocasiões.

"Deus é misericordioso e compassivo", disse ele. "Aquele que é misericordioso e compassivo não iria gostar do apedrejamento das pessoas até a morte." 

Mahathir sublinhou que qualquer lei islâmica tem que ser justa. "Se for injusta, então não é islâmica," disse ele.

Assim, ele discorda da lei que exige de uma mulher quatro testemunhas para apoiar sua alegação de ter sido estuprada.

Ele disse que desvios da mensagem do Alcorão levou a comportamentos desviantes entre os muçulmanos. Ele citou atrocidades cometidas por organizações como o Estado Islâmico do Iraque e na Síria, bem como a recente condenação de um estudante da Malásia em Londres por posse de pornografia infantil.

"Estávamos habituados a ter grandes cientistas e matemáticos, mas agora os nossos matemáticos estão baixando 30.000 imagens de pornografia", lamentou. (O estudante que foi condenado estava cursando matemática.)

Mahathir também expressou o seu desacordo com a prática de transformar fatwas em lei. "Fatwas, são apenas opiniões, e as leis derivadas delas são, por vezes, impraticáveis e desnecessárias." Ele deu o exemplo das velhas fatwas que proibiam o uso de lâmpadas e de veículos motorizados porque tinham sido inventados por "infiéis".

"Não há nenhuma necessidade de islamizar tudo", disse ele. "É claro, há coisas que devemos nos abster pois elas são proibidas no Islã, mas não há nenhuma razão para dar fatwas desnecessárias para islamizá-las."

Político malaio, Mahathir bin Mohamad (Jawi, 10 de julho de 1925) foi Primeiro-Ministro de seu país por mais de 22 anos, de 16 de julho de 1981 a 31 de outubro de 2003, quando abdicou.

Muçulmano e defensor da causa palestina, Mahathir tornou-se uma figura polêmica no Ocidente em face de suas frequentes declarações acerca de Israel e dos judeus, especialmente sobre a crise financeira de 1997 na Ásia.

Fonte Free Malaysia Today
Tradução Pollyanna Meira


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