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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Segregação

"... Como se pode determinar se uma lei é justa ou injusta?
Uma lei justa é um código produzido pelo homem que se ajusta à lei moral ou à lei de Deus.
Uma lei injusta é um código que está em desacordo com a lei moral. Para colocar nos termos de Santo Tomás de Aquino: uma lei injusta é uma lei humana que não está radicada na lei eterna e na lei natural.
Qualquer lei que eleve a personalidade humana é justa.
Qualquer lei que degrade a personalidade humana é injusta.
Todos os estatutos segregacionistas são injustos porque a segregação desfigura a alma e danifica a personalidade. Ela dá ao segregador uma falsa impressão de superioridade e aos segregados, uma falsa impressão de inferioridade. A segregação, para usar a terminologia do filósofo judeu Martin Buber, substitui uma relação “eu-você” por uma relação “eu-isso” e acaba por relegar pessoas à condição de coisas. Portanto, a segregação não é apenas política, econômica e sociologicamente doentia: é moralmente errada e pecaminosa.
Paul Tillich disse que o pecado é uma separação. A segregação não é uma expressão existencial da trágica separação do homem, da sua horrível alienação, da sua terrível pecaminosidade? Sendo assim, posso exortar os homens a obedecerem à decisão de 1954 da Suprema Corte, porque ela é moralmente correta; e posso exortá-los a desobedecerem a normas segregacionistas, porque elas são moralmente erradas.
[...]
Pessoas oprimidas não podem permanecer oprimidas para sempre ..."
Martin Luther King, Jr. Carta de uma prisão em Birmingham

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