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sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Que é o Feminismo Islâmico?

Feminismo islâmico é uma forma de feminismo preocupado com o papel das mulheres no Islã. Destinado a garantir a plena igualdade de todos os muçulmanos, independentemente do sexo, na vida pública e privada. Feministas islâmicas defendem os direitos das mulheres, a igualdade de gênero e a justiça social fundamentada em uma estrutura islâmica. Embora enraizadas no Islã, pioneiras do movimento também têm utilizado discursos feministas seculares, ocidentais, ou de outra forma não-muçulmanos, e reconhecem o papel do feminismo islâmico como parte de um movimento feminista global integrado. 

As defensoras do movimento buscam destacar os ensinamentos profundamente enraizados de igualdade na religião, e encorajam um questionamento da interpretação patriarcal de ensino islâmico através do Alcorão (livro sagrado), hadith (ditos de "Muhammad") e sharia (lei) em direção da criação de uma sociedade mais igualitária e justa.


No Início


O Profeta Muhammad era, ele mesmo, um feminista. No século 7 as mulheres tinham poucos ou nenhum direito. Mesmo o direito à vida poderia estar em causa, uma vez que não era incomum meninas pequenas serem enterradas vivas durante épocas de escassez. O Alcorão nos diz que no Dia do Juízo "meninas enterradas" vão subir das suas sepulturas e pedir que os criminosos paguem pelo que foram mortas. Parte do legado de Muhammad foi acabar com o infanticídio e estabelecer direitos explícitos para as mulheres. Através do Alcorão, ele ensinou para os árabes, que homens e mulheres são iguais perante Deus. Concedeu às mulheres, divinamente sancionados, o direito a herança, propriedade, direitos sociais e de casamento, incluindo o direito de rejeitar os termos de uma proposta e iniciar o divórcio. A tendência de classe média americana para incluir um acordo pré-nupcial no contrato de casamento é completamente aceitável na lei islâmica. No período inicial do Islã, as mulheres eram profissionais e proprietárias de imóveis, como muitas são hoje. Embora, em muitos países hoje o direitos das mulheres não sejam atendidos, esta é uma função da legislação patriarcal e não uma expressão de valores islâmicos. 


Existiram/em muitas muçulmanas feministas em países de maioria muçulmana


Começando pela Nusayba Bint Ka'b Al-Ansariyah 634dc que em livros de história islâmica é dito ter abordado o Profeta e questionado a igualdade entre homens e mulheres. 





Nem sempre os homens comandaram nosso deen. As mulheres desempenharam um papel importante nas fundações das instituições educacionais islâmicas, por exemplo, a fundação de Fatima al-Fihri, da Universidade de Al Karaouine em 859 CE. que continuou até a dinastia Ayyubid nos séculos 12 e 13. 

De 160 mesquitas e madrassas estabelecidas em Damasco, mulheres financiaram 26 delas pelo sistema waqf
(fundo de caridade). Metade de todos os patronos reais para estas instituições também foram mulheres. 

De acordo com o estudioso sunita Ibn Asakir, no século 12, havia oportunidades para a educação feminina. Ele escreveu que as meninas e as mulheres podiam estudar, ganhar ijazahs (graus acadêmicos) e se qualificarem como estudiosas (ulemas) e professoras. As famílias queriam garantir a mais alta educação possível para ambos, filhos e filhas. O próprio Ibn Asakir estudou sob a guarda de 80 diferentes professoras. A educação feminina no mundo islâmico foi inspirada pela esposa de Muhammad: Khadija, uma mulher de negócios bem sucedida.



Transição

Assim que o Profeta morreu, com os séculos, começou a surgir interpretações diversas de seu deen que dividiu os muçulmanos em seitas, e o patriarcado tomou lugar dentro do islã, então, a "Sunnah do Profeta" (interpretação/livros de estudiosos) têm sido o método usado para desenvolver a lei islâmica. Isso deu origem a quatro escolas de pensamento sobre a lei islâmica na tradição sunita - Maliki, Hanafi, Shafi e Hanbali - bem como na tradição xiita. 


 Movimento Contínuo

O movimento moderno do feminismo islâmico começou no século XIX. A poetisa iraniana Táhirih foi a primeira mulher moderna a realizar a exegese do Alcorão. Nascida e criada em uma família muçulmana tradicional, ela se tornaria mais tarde um membro proeminente da Fé Bábí, durante os quais ela denunciou abertamente a poligamia, o uso do véu e outras restrições colocadas sobre as mulheres. Uma de suas citações mais notáveis é a sua elocução final, antes de sua execução: "Vocês podem me matar, se assim desejam, mas vocês não podem parar a emancipação das mulheres."



O Estado concedeu às mulheres o direito ao voto e o direito de concorrerem ao parlamento em 1956. Aqui, Rawya Attiya, em traje militar, angariando apoio que faria dela a primeira parlamentar de seu Egito (1957)

O ano de 1909 foi um marco para o feminismo egípcio, testemunhando uma série de inovações. O campo da educação foi marcado por dois importantes avanços: Primeiro, Nabawiya Musa sentou-se para o exame da escola secundária pública e passou com distinção -a primeira garota a fazê-lo e a última permitida pelas autoridades da educação colonial até depois da quase-independência do Egito em 1922. Em segundo lugar, em resposta às demandas das mulheres, palestras especiais foram realizadas por e para mulheres na nova Universidade egípcia. Mulheres de classe média recém-formadas, como Nabawiya Musa, Malak Hifni Nasif, Mai Ziyada, e Labiba Hashim foram as oradoras. Em outros setores, as mulheres fundaram a primeira associação filantrópica secular, o Mabarrat Muhammad Ali, para trazer saúde e serviços médicos para as mulheres e crianças pobres. Malak Hifni Nasif, sob o pseudônimo Bahithat Al-Badiya, publicou uma coletânea de seus ensaios, artigos e discursos públicos, em um livro chamado Al-Nisa'iyat (textos feministas), que examinou os desafios e potencialidades das mulheres que entraram em vida nacional e espaço público.

Nabawiya Musa

E dentre muitos outros nomes podemos citar


Begum Roquia Sakhawat Hussain, feminista, escritora e ativista pelos direitos das mulheres do início do sec. xx. 


Durriya Shafik, que durante a década de 1940, foi uma das líderes do movimento de libertação das mulheres que ocorreu no Egito. Uma defensora dos direitos das mulheres. Graças a Durriya Shafik as mulheres conseguiram receber o direito ao voto pela constituição. 


Fatema Mernissi: "Ao colocar os holofotes sobre a criança do sexo feminino, enquadrando-a como o ideal de beleza, os homens condenam a mulher madura à invisibilidade. Na verdade, o homem ocidental moderno reforça as teorias de Immanuel Kant do século XIX: Para ser bonita, as mulheres têm que parecer infantil e sem cérebro. Quando uma mulher parece madura e segura, ou permite que seus quadris se expandam, ela está condenada a ser "feia". Assim, as paredes do harém europeu separou a beleza juvenil da feia maturidade. "


Fatima Ahmed Ibrahim Tyerty, 

Shayla Sherkat,


Amina Wadud Uma das primeiras mulheres (do feminismo moderno) a liderar orações mistas juntamente com Raheel Raza, 


Asra Q. Nomani,


Asma Barlas, 


Leila Ahmed, 


Huda Sha'arawi, 


Nawal El Sa'dawi: "Solidariedade entre as mulheres pode ser uma força poderosa de mudança, e pode influenciar o desenvolvimento futuro de forma favorável, não só para as mulheres mas também para os homens." 


Ziba Mir-Hosseini, 


Musdah Mulia, 


Asma Gull Hasan, 


Ratna Osman, 


Laleh Bakhtiar, 


e Vanessa Rivera de La Fluente, estão entre algumas das mais influentes para mim. (mas existem centenas de outras que serão abordadas no Blog) ;) 




Huda Sha'rawi em reunião com mulheres de vários países árabes. A União egípcia Feminista também promoveu a causa das mulheres árabes

Procuramos assim a reforma do pensamento islâmico, não mudar as bases do islã, mas que ele seja reinterpretado. Que a justiça seja feita em nome de tantas mulheres sacrificadas devida interpretação equivocada de muitos homens (apesar de muitas mulheres concordarem com tais interpretações). Buscamos, assim, como ensinado no Alcorão, *Igualdade entre homens e mulheres, * E o fim de toda discriminação contra as mulheres como um todo.





Algumas fontes
*International Congress on Islamic Feminism
*Al-Ahram Weekly | Culture | Islamic feminism: what's in a name?
* Lindsay, James E. (2005), Daily Life in the Medieval Islamic World, Greenwood Publishing Group, p. 197, ISBN 0-313-32270-8
* Lindsay, James E. (2005), Daily Life in the Medieval Islamic World, Greenwood Publishing Group, pp. 196 & 198, ISBN 0-313-32270-8
*Lindsay, James E. (2005), Daily Life in the Medieval Islamic World, Greenwood Publishing Group, p. 196, ISBN 0-313-32270-8
Mais AQUI :)

Um comentário:

  1. VOCE E SEU BLOG ESTAO SÓZINHOS NESTA INSANIDADE , LAMENTO QUE VOCE TENHA SIDO INSERIDA NESTA SEITA QUE SE DIZ RELIGIAO , MAS NAO É !!! E VOCE SABE DISSO !!AQUI NO BRASIL SOMOS TODOS KAFIR , E CONTINUA POR MEDO E FRAQUEZA E AMOR AOS SEUS QUE TAMBEM ESTAO NO MEIO DISTO TUDO , MAS TE PEÇO POR TUDO QUE HA DE SAGRADO , NAO DEIXE QUE SEUS FILHOS TAMBEM VIVAM SOBRE ESTA DEMENCIA , UMA FORMA DE PODER QUE SO CAUSA DOR E SOFRIMENTO HA QUEM PRATICA E QUEM VIVE A MARGEM DELA APROVEITE A BENÇAO QUE É VIVER NO BRASIL , ONDE NAO É TOTALMENTE IMPLANTADO A SHARIA , DEIXE QUE SEUS FILHOS VIVAM FORA DISTO , QUE ELES BUSQUEM OUTROS CAMINHOS ,POIS VOCE JA FOI DOUTRINADA , NAO TEM MAIS JEITO !!!. O ISLÃ NAO PASSA DE UMA SEITA DO TEMPO QUE OS SERES HUMANOS ADORAVAM AS TREVAS , E NAO TEM MAIS LUGAR NOS DIAS DE HOJE !!

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