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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Matriarcado Vivo em Tribo Tuaregue Islâmica


Em um momento da história, no qual a civilização já se encontrava em uma etapa adiantada, o poder era exercitado pelas mulheres, particularmente pelas mães do grupo. Esta expressão vem do latim mater, ‘mãe’, e do grego archein, que tem o sentido de ‘governar’ – governo da mãe.

No Brasil colonial, há rastros de costumes matriarcais, como o mostra Gilberto Freire: “Jacinta de Siqueira (...) aparece identificada como o tronco, por assim dizer, matriarcal, de todo um grupo de ilustres famílias.” (in Casa Grande, Senzala, 1938, p.24).                 

Fonte: DailyMail UK
Tradução: Pollyanna Meira

Por: Butler (Com algumas fotos acrescidas por mim via google)

               

Atrás do modo de vida ancestral de uma tribo Tuaregue do Saara, existe uma cultura tão progressiva que faria qualquer cultura ocidental liberal se envergonhar.

E o que é ainda mais surpreendente: mesmo que a tribo tenha abraçado o Islã, eles firmemente mantiveram certos costumes que não seriam aceitáveis ​​no mundo muçulmano em geral.

São os homens, e não as mulheres, que cobrem seus rostos, por exemplo.






Antes de uma mulher se casar, ela é livre para tomar quantos amantes quiser.

"Eles fecham os olhos", explicou Butler. "As mulheres têm as mesmas grandes liberdades dos meninos."

Durante anos, os homens tuaregues foram capazes de montar a tenda de uma mulher jovem, e esgueirar-se pela entrada lateral - enquanto seu camelo bem treinado fica em silêncio à espera.



Lá, eles vão passar a noite juntos - enquanto a família, que vive junta, educadamente, finge não perceber.

Caso a mulher opte por receber um homem diferente em sua tenda no dia seguinte, que assim seja.

"Os tuaregues são totalmente discretos. Tudo é feito com a máxima discrição e respeito", disse Butler.



Por serem abertos a relações sexuais, as meninas não se casam tão jovens, esperam até os 20.

(Quero abrir um parenteses aqui para dizer que não sou a favor de sexo livre antes do casamento, apenas estou relatando fatos que ocorrem dentro de uma comunidade que também é muçulmana.)

Embora, antes disso, sejam cortejadas com poesia escrita pelos homens, que passam horas elaborando cuidadosamente as palavras que eles esperam que irão ganhar a sua amada.

Mas não é uma rua de mão única: as mulheres são tão capazes de colocar a caneta no papel, utilizando o seu próprio alfabeto, ensinado a elas por suas mães.



"As mulheres também fazem poesia elogiando os homens", diz Butler. "Há grande romance e idolatria."

Muitos casamentos terminam em divórcio entre os tuaregues. E quando isso acontece, é a esposa que mantém ambos, animais e tenda. A esposa fica com tudo que trouxe para o casamento incluindo as crianças. E não há nenhuma vergonha no divórcio. As famílias, ao contrário, fazem festa de divórcio para suas filhas, para permitir que outros homens saibam que estão disponíveis mais uma vez.

O acampamento da mãe, Butler explica, é a raiz da comunidade, a casa para onde todos retornam - e tudo é arranjado para que as coisas continuem assim.



Mas esta não é uma sociedade matriarcal, onde as mulheres estão no comando. (Apenas Butler pensa assim :) )

Butler explica que são os homens "que sentam e conversam sobre política". Mas mesmo aqui, as mulheres são freqüentemente consultadas por seus filhos ou maridos, e estão tranquilamente puxando as cordas por trás das cenas.

No entanto, a sociedade tuaregue é Matri-linear, o que significa que as famílias traçam suas linhas através das mulheres, ao invés dos homens, como voltando ao tempo, à sua primeira rainha.

Então, Butler explicou: "Tradicionalmente, o homem pertence ao grupo da mulher, e não o contrário."



A preferência pela linha feminina vai tão longe que o homem prefere deixar seus bens para o filho de sua irmã, uma vez que "é considerada uma ligação mais forte com sua família, em vez de para o próprio filho".

Em respeito, os homens não costumam comer perto de suas mães.

As boas-vindas tuaregue é lendária. Eles nunca se esquecem de oferecer água, e os viajantes que aparecem no horizonte serão sempre "tratados como reis".



A LENDÁRIA RAINHA DO TOPO DA ÁRVORE DA FAMÍLIA TUAREGUE



Tin Hinan é o nome dado pelo povo Tuaregue à uma mulher nobre nascida no século IV, cuja monumental tumba fica perto do oásis de Abalessa, a oeste de Hoggar. O significado do nome remete ao tipo de vida levada pelos Tuaregues: "aquela-que-vive-em-tendas" é a interpretação literal do nome, cujo significado real seria "mãe da tribo" ou então "rainha dos que acampam". Os Tuaregues a chamam por vezes pelo nome tamenukalt que por sua vez significa "líder" ou "rainha".

De acordo com suas tradições orais, os tuaregues são descendentes de Tin Hinan, escavações realizadas em 1929 e 1933 em um monumento fúnebre em Abalessa, a oeste do Hoggar, parecem confirmar essas tradições.



Os tuaregues afirmavam que Tin-Hinan teve três filhas, das quais se originaram as três famílias nobres do Hoggar, sendo supostamente a ancestral de certos grupos Kel Ahaggar.4 Seus restos mortais foram encontrados por escavadores em 1925.5

Takamet, sua serva que viajou ao seu lado, acredita-se ser a antepassada da casta camponesa.

Agora os tuaregues que vivem no sudoeste da Líbia enfrentam uma nova ameaça - a do ISIS - enquanto aqueles que vivem no Mali, no Níger e no norte da Nigéria, agora têm de lidar com a ascensão do Boko Haram.

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