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terça-feira, 25 de agosto de 2015

"Católicos de Credos, Hereges de Mandamentos"

Apenas trechos do livro que estou lendo agora "Religião e Hipnotismo", grifando partes super importantes e relevantes, amando o livro. Mais ainda virá para completar a publicação. :)


Julgam os intelectualistas puros que poderão movimentar e conduzir as massas com persuasões? com lógicas irrefragáveis e pensamentos claros como um dia de sol? Pois estão enganados, meus caros, porque as massas são místicas, e só se movimentam ao som da lira de Orfeu! 

– Eis como as massas se conduzem por pura sugestão – prossegue o pensador. – Os que lhes falam, como faziam Moisés, Cristo, Hitler, não precisam provar nada; basta afirmar, com ênfase, com cara e gestos firmes de quem é senhor da verdade! Basta o tom peremptório, axiomático, para que u’a mentira, seja criada, e o milagre se efetive.

 E

depois que as massas estiverem hipnotizadas, poder-se-á levá-las, em rebanho, para o matadouro, como ocorreu com a França napoleônica de anteontem, e com a Alemanha e Itália de ontem!...

– Todos os hipnólogos são concordes em que hipnotismo é sugestão, ou seja, a absoluta aceitação de uma ideia independente de exame algum; é uma aceitação de fé pela CONFIANÇA EM QUEM TRANSMITE A IDEIA; trata-se de uma pura confiança na AUTORIDADE do sugestionador. Sem esta confiança, e às vezes temor, que faz aureolar o hipnotizador de certo quê de misterioso, de místico, não se dorme. Daí o prestígio do operador ser fundamental, e o sono hipnótico, uma prova de confiança, um crédito moral. Ora, hipnotismo é isto, Chilon? é olhos fechados e ouvidos abertos? 

– É porque, como já tenho demonstrado, esta aceitação só existe, quando o paciente reconhece a superioridade do operador em relação a si; esta aceitação, como vêm, não é livre, mas condicionada pelo princípio de autoridade. Reconhecida a autoridade, pelo paciente, seu querer ou não querer, pouco influi. Não adianta querer isto ou aquilo para que o fenômeno se efetive; é preciso crer que ele se dará; só isto... Por isso é que há de confiar primeiro, e ter fé... O "rapport', portanto, não é mera conexão atencional, como quer o Dr. Osmard Andrade; é ligação submissiva do paciente em relação a seu hipnotizador; é puro ato de fé praticado por um crendeiro que se prosterna, moralmente, diante de um ser que ele julga superior. O hipnotizando aceita as “verdades” de seu sugestionador, por ter crido, primeiro, na sua autoridade. O hipnotizador precisa impor-se à confiança do paciente, para que este creia ao que ele diz... e durma. É por isso que sem prestígio não há "rapport", e “de um bom "rapport" depende uma boa hipnose.”

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