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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

"Livre pensar é só pensar"

"[...] Assim se manipulam as massas,
O povo dividido em partidos e bandeiras,
A ignorância dividida em religiões e seitas,
E a casta pseudossábia unida no secreto gozo do poder,
Jogando os dados do destino de um povo servil para seu proveito![...]" José Inácio Godoy

Espero que 2016 seja realmente o ano da mulher, da mulher muçulmana 
que parem com as frases feitas, ("não somos oprimidas", "tudo é culpa dos EUA")

  • Que parem de reproduzir o que estudiosos dizem para reproduzir, 
  • Que tenham um livre pensar, 
  • Que descubram nossa tradição, 
  • Que descubram as mulheres que realmente fazem e fizeram alguma coisa significativa por nós, 
  • Que façam a mudança acontecer, 
  • Que parem de cair no conto do vigário, 
  • Que ouçam mais outras interpretações e visões,
  • Que ofensas e xingamentos não façam parte de seu repertório em um debate,
  • Que parem de seguir cegamente estudiosos misóginos sem ao menos de darem conta disso (vamos deixar "o seu mestre mandou dizer" para brincadeiras de criança),
  • Vamos trazer a PAZ e a união realmente para nossas vidas,
  • Que parem de tratar estudiosos como ídolos, intercessores, ou detentores da palavra final, que são os únicos que conhecem a verdade absoluta sobre o islã, que têm a única interpretação, definitiva, suficiente, inabalável, incontestável. Lembre-se, estudiosos também discordam entre si.



Francis Bacon e a Doutrina dos Ídolos

*1 "Os ídolos são uma falsa imagem acerca de algo, atuando como um tipo de filtro que modifica a cognição do objeto apreciado.

Contudo é peremptório compreender o significado do termo ídolo em sua origem. A palavra Ídolo, em latim, significa Idola, Simulacra, mas foi com Francis Bacon, filósofo da Idade Moderna, que o termo adquire um sentido de "falsas noções", ou seja, um tipo de velamento sobre o objeto que se pretende conhecer, portanto, uma espécie de pré-juízo sobre o ente observado. Em seu livro Novum Organum (1626), Bacon apresenta a sua doutrina dos Ídolos composta de quatro tipos, a saber:" 

*2 "Idola Tribus, (ídolos da tribo); funcionam como espelhos, refletem algo, porém de forma distorcida.  

Idola Specus (ídolos da caverna); Esse ídolo adultera a veracidade das coisas, fazendo com que as pessoas as vejam da forma que ele quer que sejam vistas, são incorreções que fazem as pessoas verem as coisas sob uma ótica, ou penumbra, pessoal, e não da forma como ela realmente é. 

Idola Fori (ídolos do foro, da praça); Estão ligados de modo particular com a comunicação. Usam e abusam da ambiguidade e da abstração das palavras. eles deram à palavra uma conotação que não condiz com a realidade, dessa forma eles jogam com as palavras, de modo a manipular seu sentido de acordo a conveniência 

Idola Theatri (ídolos do teatro); estão relacionados com a encenação de proposições falsas. É uma mera simulação." 

*1 "[...]A morte não é somente física, corpórea, é também subjetiva, devido a estagnação das idéias, da energia que aos poucos se esvai pela condensação, ou seja, petrificando-se pela impossibilidade de comunicação efetiva. É somente pela troca, pela dispersão e pelo dinamismo efetivado por um sistema de comunicação igualitário que a morte da subjetividade, da essência do homem, não será antecipada pela morte fisiológica, da carne.[...]"

*1 Fonte: Revista Eletrônica de Musicologia
*2 Fonte: Dissertando Direito


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