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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Aisha Taymur (1840-1906)

Aisha foi uma feminista e poeta da era otomana. Ela nasceu no Cairo de pai turco, que fazia parte da comitiva real, e mãe Circassian. Ela queria muito aprender a ler e escrever, mas apesar das objeções da sua mãe, que queria ensinar o bordado, seu pai lhe proporcionou educação, e em tenra idade aprendeu o Alcorão e Jurisprudência islâmica, bem como árabe, turco e persa. Aprendeu também composição e começou a escrever poesia em todas as três línguas. Aisha veio de uma família literária e passou muito tempo na biblioteca de seu pai. Seu irmão também foi um romancista e seus sobrinhos foram romancistas e dramaturgos.

Em 1854, com a idade de quatorze anos, Aisha se casou com seu primo de segundo grau e se mudou com ele para Istambul. Lá, ela teve uma filha, Tawhida, e colocou as atividades literárias em espera. Por volta de 1875, ela perdeu o marido e filha e acabou voltando para o Cairo para morar com seu irmão. A dor da perda foi refletida em sua poesia, mas mesmo assim continuou a estudar composição poética com algumas tutoras.

Foi nessa época que ela começou a produzir textos que defendiam os direitos das mulheres. Isso foi durante a transformação socioeconômica do Egito no início do século 19, quando algumas mulheres começaram a perceber que elas não estavam tendo os mesmos direitos dos homens, juntamente com o fato de que elas também estavam sendo privadas dos direitos que o Islã concedia as mulheres, isso levou ao crescimento inicial do feminismo egípcio. Aisha começou a se corresponder com muitas outras mulheres intelectuais da época que estavam defendendo o mesmo ideal.

Taymur usou sua obra de ficção, comentário social e poesia para expandir a definição do processo de construção da nação para incluir diferentes classes sociais, etnias e mulheres de diferentes gerações e nacionalidades. Nesse sincero esforço, ela foi capaz de transformar suas raízes de classe social muito estreita, colocando-os ao serviço da comunidade maior. Como tal, ela merecia, e não apenas a sua poesia, o título de "melhor da sua classe", que foi uma tradução do título da sua poesia, Hilyat al-Tiraz.

Sis.gov.eg,. ‘State Information Services Aisha Taymur (B. 1840 – D. May 2, 1902)’. N.p., 2015. Web. 24 Oct. 2015.

Goldschmidt, Arthur. Biographical Dictionary Of Modern Egypt. Boulder, Co.: L. Rienner, 1999. 

Hatem, Mervat Fayez. Literature, Gender, And Nation-Building In Nineteenth-Century Egypt. New York: Palgrave Macmillan, 2011. 

"Aisha escreveu sem parar, até morrer, em 1906, versos causticantes contra o véu." Fatema Mernissi

Tradução: Pollyanna Meira



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