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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Escravidão Sem Véus

"A condição dos escravos, como das mulheres, pode muito bem ter melhorado com a vinda do Islam, mas a instituição da escravidão não foi abolida."
Malise Ruthven, "O Islam no Mundo"

"Escravizar as famílias dos kuffar (infiéis) e ter as suas mulheres como concubinas é um aspecto firmemente estabelecido na sharia ou lei islâmica". ISIS 

A existência da escravidão é uma condição antiga. Ela já existia muito antes do Alcorão ter sido revelado ao Profeta Muhammad, (e existe até hoje em nossos dias atuais). Ao compararmos como o Alcorão e o Antigo e Novo Testamento lidam com a escravidão, podemos observar que nesses últimos, um plano específico para eliminar a servidão humana nunca é discutido. O Alcorão, por outro lado, não só reconheceu a imoralidade da escravidão no século VII Saudita, mas procurou acabar com ela. 

O Alcorão está sempre ciente da resistência humana à mudança. 
Pronunciamentos inflamados podem ser dramáticos e obter resultados imediatos, mas a sabedoria da água parece ser o caminho de Allah (rios e córregos são imagens persistentes no Alcorão); o muçulmano tem velhos hábitos e preconceitos lavados e erodidos e, simultaneamente, ficam limpos e purificados. Estendendo essa metáfora da água, podemos ver como o Islam vai acabar com a escravidão: com filetes sutis de revelação e regras que só se tornam um rio imparável quando vistos no contexto como um todo.

Em primeiro lugar, vamos examinar as passagens do Alcorão que descrevem especificamente a libertação dos escravos:

"A virtude não consiste só em que orientais vossos rostos até ao levante ou ao poente. ... quem distribuiu seus bens em caridade por amor a Deus, entre parentes, órfãos, necessitados, viajantes, mendigos e pela libertação de cativos (escravos ). 2:177

"Não é dado, a um fiel, matar outro fiel, salvo involuntariamente; e quem, por engano, matar um fiel, deverá libertar um escravo fiel e pagar compensação à família do morto, a não ser que esta se disponha a perdoá-lo." 4:92

"Deus não vos reprova por vossos inintencionais juramentos fúteis; porém, recrimina-vos por vossos deliberados juramentos, cuja expiação consistirá em alimentardes dez necessitados da maneira como alimentais a vossa família, vesti-los, ou em libertardes um escravo;" 5:89

"As esmolas são tão-somente para os pobres, para os necessitados, para os funcionários ... para a redenção dos escravos ..." 9:60

"Quanto àqueles que repudiarem as suas mulheres pelo zihar e logo se retratarem disso, deverão libertar um escravo, antes de se tocarem." 58:3

"Criamos o homem em uma atmosfera de aflição. ... E o que te fará entender o que é vencer as vicissitudes? É libertar um cativo ..." 90:3 ... 90:13

Existem vários fatos importantes para observar nesses versos. Primeiro, libertar escravos é, claramente, uma escolha mais fácil de penitência, quer na distribuição de dinheiro ou no esforço físico, quando comparado com o jejum (de três dias a dois meses) alimentar ou vestir os pobres (de dez a sessenta pessoas). Portanto, libertar os escravos parece ser a escolha que Deus prefere que os muçulmanos tomem, uma vez que o Todo-Poderoso sempre deseja que os muçulmanos evitem, sempre que possível, tarefas que os sobrecarreguem. Isso também mostra a importância de acabar com a escravidão para os muçulmanos através da equivalência de libertar um escravo com tarefas aparentemente mais difíceis (parte do "caminho íngreme" Surata 90) do jejum, à alimentação e vestuário para muitos pobres. De fato, um escravo é igual a dias ou meses de jejum, ou alimentação / vestuário para dez a sessenta pessoas necessitadas. Outro exemplo é a punição para as escravas, quando forem consideradas culpadas por promiscuidades: "se cair em vergonha, sua punição é a metade das mulheres livres" (4:25). "Ao fazer essa distinção", Riffat Hassan escreve, "o Alcorão preserva elevados padrões morais... Reflete a compaixão de Deus para as mulheres escravas que estavam socialmente desfavorecidas" (373-374). Na lógica quantitativa, Allah, constante e consistentemente, mostra Sua preferência pela libertação dos escravos em relação a outras penitências, dando até mesmo aos escravos mais compaixão do que para os muçulmanos livres.

Em segundo lugar, como 2: 177 e 9:60 mostram, a sociedade islâmica é dirigida para criar um fundo permanente para libertação de cativos. Este é um exemplo do pragmatismo do Alcorão. Estes versos particulares não discutem se as pessoas não deveriam ser escravas a princípio, Em vez disso, o Alcorão fala aos muçulmanos, que consideram escravos como propriedade; que, assim como quaisquer espólios que estão "perdidos", eles querem compensações para libertá-los. Muito bem, você quase pode ouvir o Alcorão dizer, aqui está o seu dinheiro, se você precisa de um motivo para libertá-los, mas, seria melhor se você os libertasse sem compensação, se você soubesse. Finalmente, colocar os versos acima dentro do contexto do resto do Alcorão é importante. Em nenhum outro lugar você vai encontrar versos que prescrevem/criam a escravidão como punição. A libertação dos escravos inclui mesmo aqueles adquiridos em guerras contra o inimigo, entre muçulmanos e não muçulmanos (Maududi 187). Na verdade, libertando prisioneiros de guerra, a eliminação da escravidão seria inevitável, uma vez que "A principal fonte de escravos - homens e mulheres - foi através dos prisioneiros de guerra" (G. Parwez, qtd em Hassan 375.). A intenção matemática de Deus é clara. Por ter regras para reduzir a quantidade de escravos em vez de regras que introduzem mais ao total, a eliminação gradual da servidão humana, inevitavelmente, ocorreria.

Outros versos abordam o tratamento que deve ser dado aos escravos. "Aqueles que .... se abstêm do sexo, exceto com aqueles que se juntaram no vínculo matrimonial..." (23: 1-6) é uma acusação contra o sexo com escravos. "Quando a escravidão existia nos primórdios do Islam, o mestre tinha direitos sexuais sobre seus escravos", Fathi Osman escreve: "O Islã, como parte de seu plano para acabar gradualmente com a escravidão, ordenou que a relação sexual com um escravo fosse lícita somente através do casamento". "Eles podem se casar, dentre aqueles [crentes] a quem sua mão direita possuir," (4:25); ele também nos pede: "Case com aqueles que dentre vós são solteiros, ou com os virtuosos dentre seus escravos, homem ou mulher" (24:32). Um escravo é igualmente apto para o casamento como uma pessoa livre, o início de um processo que leva ao questionamento: se os escravos e pessoas livres são iguais para o casamento, porque eles não são, portanto, iguais de outras formas? A condenação de forçar os escravos a terem relações sexuais com seus mestres (ou outros) é também enfatizado: "Não force suas cativas à prostituição quando desejam a castidade" (24:33).

No início do versículo indicado acima, o Alcorão dá mais detalhes sobre a emancipação dos escravos. Os muçulmanos não devem apenas conceder-lhes a liberdade, mas ajudá-los financeiramente para que eles possam começar uma nova vida com dignidade:

"Quanto àqueles, dentre vossos escravos e escravas, que vos peçam a liberdade por escrito, concedei-lha, desde que os considereis dignos dela, e gratificai-os com uma parte dos bens com que Deus vos agraciou. ..." 24:33

De acordo com o Alcorão, e a inferência jurídica a partir dele, Osman escreve, "Ajudar o escravo a se tornar livre é uma obrigação social e individual" (851). O verso final é um aviso àqueles que acreditam que tudo o que eles têm, não importando se é riqueza pessoal, ou escravos, pertence apenas a eles e que  não obtiveram ajuda externa para conseguir: O Alcorão aqui lembra ao indivíduo e à sociedade que a riqueza que eles possuem pertence inicialmente a Deus... e qualquer indivíduo ou sociedade que é confiada por Deus com a riqueza tem que lidar com isso... de acordo com a orientação de Deus "(Osman 852).A propriedade é um privilégio temporário, não um direito permanente:

"Deus favoreceu, com a Sua mercê, uns mais do que outros; porém, os favorecidos não repartem os seus bens com os seus servos, para que com isso sejam iguais. Desagradecerão, acaso, as mercês de Deus!" 16:71

Por: Adam Watsom
Tradução: Pollyanna Meira

Mas como sabemos que "nem tudo são rosas", lá vem os ahadith ou sunnah do profeta para estragar tudo. Esses livros, seguidos por mais de 80% dos muçulmanos pelo mundo afora, aprova a escravidão! daí vem o pedido dessa página para que os muçulmanos abandonem tais contos e voltem apenas para a essência do Alcorão. Veja AQUI o que muitos ahadith dizem sobre a escravidão, e AQUI sobre o que uma muçulmana feminista tem a dizer sobre a hipocrisia das feministas ocidentais que, criticam o hijab enquanto fazem milhares de outras mulheres escravas através do consumismo exacerbado. E, finalmente, AQUI  vocês podem conhecer a história de Safiya, Juwairiya e Rayhanah, que é muito conhecida no meio muçulmano.



Veja aqui um documentário sobre escravidão em países muçulmanos

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