TRADUTOR/TRANSLATE

sexta-feira, 25 de março de 2016

Feminismo, Direitos Humanos & Islã nos 4 Cantos do Mundo

Lutando pela construção de uma comunidade sem divisões entre os gêneros, sem intolerâncias. Desmitificando o pecado gay ( mostrando que os sodomitas não têm relação com a homossexualidade). Abrindo o diálogo sobre o feminismo islâmico no Brasil (apesar de outras vozes já terem falado sobre o assunto -muito vagamente aqui-, abordamos estudos mais profundos e realmente fazemos parte do movimento). Pedimos o fim dos discursos de ódio em textos religiosos, e a separação -clara- do que é opinião de estudiosos (hadiths fabricados) para o que realmente é ordenado por Deus. 

                                                   
              Feminismo Islâmico: Notas Para Um Debate, Cesar Augusto  Baldi

Saba Mahmood (Chicago-Califórnia)
 Ela tem escrito sobre questões de gênero, política religiosa, secularismo, e sobre as relações entre muçulmanos e não-muçulmanos no Oriente Médio.

Lila Abu-Lughod (Nova Iorque)
Seu trabalho é fortemente etnográfico e concentra-se em três grandes questões: a relação entre formas e poder culturais; a política de representação do conhecimento; e as dinâmicas de gênero e a questão dos direitos das mulheres no Oriente Médio.

Amina Wadud (Maryland, Estados Unidos) 
Sustenta a necessidade da jihad de gênero, a luta para estabelecer 
justiça de gênero no pensamento e na práxis muçulmana, erradicando todas as formas, públicas ou privadas, de injustiça para a inteira humanidade da mulher em nome do Islã, mas também para não-muçulmanos e não-heterossexuais muçulmanos.

Sa‘diyya Shaikh (África do Sul)
Procura desocultar a ideologia de gênero que
opera nos textos de direito islâmico, analisa as tensões e oferece possibilidades alternativas de leitura interna, dentro de um princípio de hermenêutica de suspeição, que seja alerta às inclinações patriarcais, explícitas ou implícitas. Questionando o monopólio da produção da interpretação tafsir nas elites escolarizadas, propõe que o mundo do texto corânico seja uma arena de engajados, dinâmicos e polissêmicos encontros, um verdadeiro tafsir da práxis, que emerge das experiências da dor, marginalidade e opressão, realidades a que o próprio Corão constante e conscientemente procura dirigir-se.

Kecia Ali (Boston)
Uma estudiosa muçulmana e feminista que se concentra na jurisprudência islâmica e mulheres muçulmanas.

Heba Ezzat (Egito)
Destaca a oportunidade de construir uma modernidade islâmica própria, sinalizar a necessidade de estudar os limites sociológicos e filosóficos do discurso feminista ocidental e as vinculações do capitalismo com a visão secular e propor um secularismo islamicamente democrático, que abrace uma pacífica luta -jihad- contra a pobreza e a discriminação.

Ghazala Anwar (Paquistão)
Pioneira no movimento "lésbicas, gays, bissexuais, intersexuais transgêneros e questionamento" de muçulmanos LGBT. Levou orações no Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e em outros lugares.

Scott Kugle (criado em Honolulu)
Por sua vez, propõe uma  queer  jihad, a partir do reconhecimento da radical ideia de diversidade na religião, segundo a qual Allah teria muitos profetas, falando em distintas línguas, levando ensinamentos éticos para diferentes nações, com diversos ritos, práticas e normas legais, tem como corolário a aceitação da diversidade dos agrupamentos tribais, étnicos e nacionais: "nós criamos vocês em diferentes nações e tribos de forma que se conheçam uns aos outros e reconheçam que o mais honrado dentre vocês é o mais temente a Deus" (sura 49:13).

Sisters in Islam (Malásia)
e a formação do movimento Musawah (para o qual não há justiça sem igualdade) na discussão no direito islâmico, se as portas do ijtihad (interpretação independente, não imitativa) estão abertas ou não, são algumas das pequenas demonstrações de que a vitalidade do questionamento de gênero, raça, sexualidade, religião e secularismo, no âmbito islâmico, são muito mais vibrantes e intensas do que a ideia orientalista de uma cultura fixa, rígida, imutável e nada questionadora.

Para mais mulheres & homens e suas lutas acesse Aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário