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quarta-feira, 30 de março de 2016

Massa

De fato, se fizermos uma tosca analogia com os músculos, veremos que o cérebro também se atrofia quando é subutilizado. A mente que recebe a “informação pronta”, ao invés de lutar mediante estudos e pesquisas para obtê-la, perde o estímulo e, no fim, se torna tão inerte quanto os flácidos músculos dos homens sedentários. 


Essa erosão do intelecto, além do óbvio efeito material que causa ao diminuir a inteligência e a criatividade da massa populacional, também produz outro resultado funesto no campo da sensibilidade artística, que fica sujeita à fama imediata e superficial que é dada a alguns felizardos para consumo do populacho. Este, o povo inculto, abdica da arte e da cultura reais, pela diversão rasteira e fútil que melhor se sintoniza com sua inteligência alquebrada pela falta de uso, num odioso circulo vicioso. 


Seguindo essa corrente, também a moralidade deixa de avançar e de progredir, pois a Massa Populacional se aferra em conceitos e preconceitos sociais, religiosos, étnicos, éticos etc. ultrapassados e que só causam dor e sofrimento àqueles que atingem.


Por todas essas consequências, para adorno, a “Cultura de Massa” não nos torna apenas boçais, mas também incapazes de agir moralmente, à medida que nossos julgamentos sobre o caráter dos indivíduos não se dá pelas suas virtudes ou defeitos, mas sim por ideias anacrônicas e sem sentido que a Sociedade preserva ou assume, por indução da indústria cultural, como as de descendência, de fortuna, da sexualidade etc. Através da imbecilidade tornamo-nos meros fantoches sem vida e vontade próprias, a serviço dos “deuses” do “Mercado”. 



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