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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

~Movimento Luísa Mahin~

Com a necessidade de um nome para o nosso movimento no Brasil, decidimos dedicar nossa luta à Luísa Mahin. Assim, no dia 03/08/2016 às 03:58, considero criado o Movimento Luísa Mahin.

Quem foi Luísa Mahin?

Luísa Mahin (nascida no início do século XIX) foi uma ex-escrava africana, radicada no Brasil, mãe do abolicionista Luís Gama.

Pertencia à tribo Mahi (daí seu sobrenome), integrante da nação africana Nagô. Praticantes da religião islâmica, os Mahin eram mais conhecidos no Brasil como malês, denominação genérica atribuída, especialmente na Bahia, aos negros islamizados - hauçás, tapas, bornus, etc. - trazidos do Golfo do Benin, noroeste da África, que no final do século XVIII foi colonizado por muçulmanos vindos do Oriente Médio.

Luísa esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX. Quituteira de profissão, de seu tabuleiro eram distribuídas as mensagens em árabe, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Caso o levante dos malês tivesse sido vitorioso, Luísa teria sido reconhecida como Rainha da Bahia.

Pautas


  • Conscientização de que o Alcorão é a única fonte de nosso deen;
  • Igualdade entre os gêneros, em todos os setores (liderança em orações, ensino & aprendizado);
  • Desmistificar o "pecado gay";Trazer novas visões e interpretações do Alcorão (mais justas, igualitárias e humanas);
  • Descontinuar o monopólio dos "estudiosos";
  • Explicar o que realmente são os ahadiths;
  • Lutar para que todos os discursos de ódio sejam retirados de nosso deen;
  • Valorização, resgate e transmissão do conhecimento das muçulmanas estudiosas & feministas (passado & presente);
  • Valorização dos estudiosos que são pró LGBT;
  • Questionamento;
  • Ijthad;
  • Conscientização sobre o khimar;
  • Desconstruir todas as estruturas patriarcais e opressoras que se infiltraram em nossa comunidade;
  • Desconstruir, Desconstruir & Desconstruir tudo o que tenha sido ensinado como islam, mas que na verdade não é islã!
  • Por fim às hierarquias (todos somos iguais, com mesmo potencial para questionar, aprender & ensinar);
  • Formar um grupo de muçulmanas brasileiras para que possamos ensinar a outras muçulmanas e a novas convertidas todos os nossos direitos & lugar. (Mulheres também devem ensinar, o nosso deen não pode estar monopolizado nas mãos dos homens);
  • Resgate dos verdadeiros valores ensinados pelo Profeta Muhammad;
  • Construir um espaço físico que seja inclusivo.



Juntem-se a nós!



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