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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

~MUÇULMANOS PROGRESSISTAS~

Rejeitamos interpretações do Islã que pregam qualquer tipo de violência, injustiça social e Islã politizado. Convidamos nossos patrícios muçulmanos e nossos vizinhos a se juntarem a nós.

Rejeitamos a intolerância, opressão e violência contra qualquer um e que tenha como base qualquer tipo de preconceito, incluindo etnia, sexo, idioma, crença, religião, orientação sexual e identidade de gênero.

Somos a favor da governança secular, da democracia e liberdade.

Qualquer um tem o direito de criticar publicamente o Islã. Ideias não têm direitos. Seres humanos têm direitos.

Defendemos a paz, direitos humanos e governança secular. Apoie-nos!

Prefácio

Nós somos muçulmanos que vivem no século XXI. Nós defendemos uma interpretação respeitosa, misericordiosa e inclusiva do Islã. Estamos engajados em uma batalha pela alma do Islã, uma renovação islâmica deve derrotar a ideologia do islamismo, o Islã politizado, que procura criar estados islâmicos, bem como um califado islâmico. Nós procuramos recuperar o espírito progressivo com o qual o Islã nasceu no século VII para que ele avance mais do que depressa para o século XXI. Nós defendemos a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pelos estados membros das Nações Unidas em 1948.

Rejeitamos interpretações do Islã que pregam qualquer tipo de violência, injustiça social e o Islã politizado. Diante das ameaças de terrorismo, intolerância e injustiça social em nome do Islã, ponderamos sobre a maneira de transformar nossas comunidades tomando como base três princípios: paz, direitos humanos e governança secular. Hoje estamos anunciando a formação de uma iniciativa internacional: o Movimento de Reforma Muçulmana.

Contamos com reformadores dos quatro cantos do mundo que irão esboçar a Declaração da Reforma Muçulmana, um documento vivo que continuará sendo aprimorado à medida que a nossa jornada avançar. Convidamos nossos patrícios muçulmanos e nossos vizinhos a se juntarem a nós.



DECLARAÇÃO

A) Paz: Segurança Nacional, Contraterrorismo e Política Externa

1. Nós defendemos a paz universal, o amor e a compaixão. Nós rejeitamos a jihad violenta. Acreditamos ser nossa mira a ideologia do extremismo islamista violento para que possamos libertar as pessoas do flagelo da opressão e do terrorismo, tanto nas sociedades de maioria muçulmana quanto no Ocidente.

2. Defendemos a proteção de todas as pessoas de todas as religiões e aquelas sem religião também que procuram se libertar das ditaduras, das teocracias e dos extremistas islâmicos.

3. Rejeitamos a intolerância, opressão e violência contra qualquer um e que tenha como base qualquer tipo de preconceito, incluindo etnia, sexo, idioma, crença, religião, orientação sexual e identidade de gênero.

B) Direitos Humanos: Direitos das Mulheres e Direitos das Minorias

1. Nós defendemos os direitos humanos e a justiça. Defendemos direitos iguais e dignidade para todos, incluindo as minorias. Apoiamos a Declaração de Direitos Humanos das Nações Unidas.

2. Rejeitamos o tribalismo, as castas, as monarquias e os patriarcados e consideramos todas as pessoas iguais, sem direitos de linhagem a não ser os direitos humanos. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Os muçulmanos não têm direitos exclusivos ao "céu".

3. Defendemos direitos iguais para as mulheres, incluindo direitos iguais de herança, testemunha, trabalho, mobilidade, direito da pessoa, educação e emprego. Homens e mulheres têm direitos iguais nas mesquitas, em conselhos, liderança e em todas as esferas da sociedade. Rejeitamos machismo e misoginia.

C) Governança Secular: Liberdade de Expressão e de Religião

1. Somos a favor da governança secular, democracia e liberdade. Somos contra movimentos políticos em nome da religião. Nós separamos a mesquita do Estado. Somos leais às nações nas quais vivemos. Rejeitamos a ideia do Estado Islâmico. Não necessitamos de um califado islâmico. Opomo-nos à sharia institucionalizada. A sharia é feita pelo homem.

2. Acreditamos na vida, alegria, liberdade de expressão e beleza que nos cerca. Qualquer um tem o direito de criticar publicamente o Islã. Ideias não têm direitos. Seres humanos têm direitos. Rejeitamos as leis da blasfêmia. Elas encobrem a restrição à liberdade de expressão e de religião. Aceitamos o direito de todos participarem igualmente da ijtihad (pensamento crítico) e apoiamos o renascimento da ijtihad.

3. Acreditamos na liberdade de religião e no direito de todos de expressarem e praticarem suas religiões e também daqueles sem religião, sem ameaças de intimidação, perseguição, discriminação ou violência. Apostasia não é crime. Nossa ummah (nossa comunidade) não é apenas muçulmana e sim a humanidade como um todo.

Defendemos a paz, direitos humanos e governança secular. Apoie-nos!

Abaixo assinado neste Quarto Dia do Mês de Dezembro de Dois Mil e Quinze Pelos fundadores

#MuslimReform

Signatários Fundadores

Tahir Gora,
Escritor, Jornalista, Ativista, Toronto, Canadá

Tawfik Hamid
Pensador Islâmico e Reformista, Oakton, VA, EUA

Usama Hasan
Imã, Quilliam Foundation, Londres, Reino Unido

Arif Humayun
Membro do American Islamic Forum for Democracy, Portland, OR, EUA

Farahnaz Ispahani
Escritor, Ex-Membro do Parlamento do Paquistão, Washington, D.C., EUA

M. Zuhdi Jasser, M.D.
Presidente do American Islamic Forum for Democracy, Phoenix, AZ EUA

Mohamad Jebara
Imã do Cordova Center, Ottawa, Canadá

Naser Khader
Membro do Parlamento Dinamarquês, ativista da democracia muçulmana,
Copenhague, Dinamarca

Courtney Lonergan
Diretora de Participação Comunitária, American Islamic Forum for Democracy, facilitadora profissional

Hasan Mahmud
Especialista em sharia, Muslims Facing Tomorrow, Toronto, Canadá

Asra Nomani
Jornalista, Escritora, Morgantown, WV, EUA

Raheel Raza
Fundadora, Muslims Facing Tomorrow, Toronto, Canadá

Sohail Raza
Vice-Presidente da Coalizão das Organizações Progressistas Muçulmanas Canadenses

Salma Siddiqui
Presidente da Coalizão das Organizações Progressistas Muçulmanas Canadenses, Toronto, Canadá

Original em inglês: Muslim Reform Movement
Tradução: Joseph Skilnik >> Siga nosso movimento no Brasil Movimento Luisa Mahin


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