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quarta-feira, 8 de março de 2017

Feminismo Islâmico & Apologética

O feminismo islâmico é bastante distinto da apologética islâmica. O feminismo islâmico confronta ideias e práticas da desigualdade entre os gêneros, e injustiças promovidas em nome do Islã, demonstrando de fontes religiosas, acima de tudo, do Alcorão, que estas ideias são tanto não islâmicas como anti-islâmicas. O feminismo islâmico traz, assim, à luz do dia, as noções e comportamentos negativos encontrados nas comunidades muçulmanas, ou devemos dizer as "más notícias". O feminismo islâmico também traz a "boa notícia" da igualdade e justiça entre os gêneros, demonstrável dentro de uma estrutura islâmica. Assim, o feminismo islâmico traz à tona a má notícia com o bem. O feminismo islâmico, que lida com o pensamento e as práticas problemáticas do gênero, verifica e relê textos religiosos, e oferece esclarecimentos a favor de uma leitura e prática igualitárias do Islã. O feminismo islâmico não é uma apologia. Algumas pessoas usam argumentos do feminismo islâmico, para defender o Islã dos ataques relacionados às mulheres e ao gênero. Como sabemos, depois do 11 de Setembro, os ataques contra os muçulmanos têm sido generalizados e virulentos. O discurso feminista islâmico estava circulando por uma boa década até então e forneceu respostas prontas - de volta às insinuações e diatribes sobre "as mulheres no Islã." Enquanto cair em apologética pode até ser compreensível, o feminismo islâmico não é sobre a defesa do Islã, mas sobre a defesa das mulheres, da igualdade entre os gêneros e justiça dentro do Islã. Quando se entra em um clima de desculpas, pode haver uma fácil derrapagem na defesa de idéias, e práticas que normalmente não podemos defender ou varrer sob o tapete. Isso certamente não ajuda o projeto feminista islâmico.

Margot Bradan
Tradução Polly


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