TRADUTOR/TRANSLATE

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Solução Contra o Fundamentalismo Islâmico: Apoiar os Muçulmanos Reformistas

Islamistas europeus em Luta pelo “Estado Islâmico” afligem a Europa

Por António da Cunha Duarte Justo - Jornalista

Portugal tem 12 Jihadistas, do Brasil não se conhecem Estatísticas.

No Iraque e na Síria encontram-se cerca de 30.000 jihadistas estrangeiros de 83 países, que se aproveitam da experiência ali feita para uma melhor organização de redes de grupos terroristas internacionais. Estes, quando regressam aos países de origem, fomentam o terrorismo, em nome da resistência islâmica.

Segundo estatísticas da revista alemã Cícero-11.2014, há na Síria e no Iraque 1.000 combatentes da França, 600 da Inglaterra, 550 da Alemanha, 300 da Bélgica, 250 da Austrália, 120 da Holanda, 100 da Dinamarca, 70 dos USA, 50 da Noruega, 60 da Áustria, 30 da Irlanda, 30 da Suécia, etc..

Na Síria já morreu um jihadista português em combate pela instauração do Estado Islâmico (EI). Portugal tem 12 guerrilheiros na guerra santa (jihad), dos quais dois são mulheres (muitas mulheres jihadistas oferecem o sexo para os guerreiros de Alá, talvez no sentido de anteciparem o paraíso dos homens!). Há também jihadistas brasileiros mas não são abrangidos por estatísticas; O Brasil tem redes de recrutamento e propaganda em meios salafistas (fluxo rigorista do Alcorão) e outros grupos jihadistas como: (http://islam-maranhao.blogspot.com). Na Europa abundam as redes de organização, como: Sharia4Belgium ou “Profetens Ummah" (Noruega) e na península ibérica especialmente o grupo Sharia45Spain que, além do mais, quer minar as Constituições dos 2 países ibéricos. 

O recrutamento preferido dos jihadistas processa-se através das suas estruturas logísticas da internet. Este atinge sobretudo a camada jovem atraída e radicalizada sobretudo por grupos em torno dos salafistas, da sharia e outros.

A Europa está inquieta com os novos mujahedin internacionais. Já se conta, na Europa, com atentados de decapitação e outros. Afeganistão formou uma geração de bombistas nas décadas passadas e agora sucede-se-lhe o Estado Islâmico.

Muitos jihadistas ficam desiludidos, quando notam que na Síria os próprios sunitas se combatem uns aos outros. Por isso no regresso dos terroristas islâmicos às nações deveria haver mais diferenciação no seu trato, porque muitos que entraram em contato com a realidade se desiludiram, outros tantos ficaram traumatizados e outros ainda mais radicalizados.

Muçulmanos e Não Muçulmanos Têm Medo do Islão

Assiste-se a uma radicalização religiosa e política principalmente da juventude que se encontra desempregada e num vácuo entre a família paterna e uma família a fundar; são pessoas perdidas que não sabem onde pertencem e encontram na ideologia islâmica um sinal a brilhar no seu caminho escuro; a mais fácil forma de sobressair é converter-se ao islão e colocar-se ao seu serviço.

O salafismo apresenta um projeto contra a sociedade ocidental, que se serve da música rapper (e de vozes que se dizem feministas) para, no sentido jihadista, lutar contra a corrente e contra o ocidente, como fazem Jihadi John e Deso Dogg, que figuram como estrelas pop. Por isso, os salafistas encontram-se na Alemanha sob observação do Estado!

Em nome de uma revolução hegemônica, justificam-se os meios bárbaros e a intenção de chamar a atenção para a causa islâmica. Nas mesquitas prega-se normalmente em turco e principalmente em árabe sem preocupação em esclarecer (ou levantar questões relevantes). A separação entre muçulmanos e não muçulmanos, apelidados de incrédulos ou infiéis, continua sendo pregada e defendida. Nas mesquitas entram à vontade moderados e extremistas.

O Islão extremista vive de teorias de conspiração do ocidente, dos judeus e até dos xiitas, contra o Islão (Sunita), e fundamenta-se no Corão e nas ahadith; os imams nas suas mesquitas, no dizer de gente "inside", não se declaram criticamente em relação aos versos do Corão que apelam à violência <--- (**versos que são retirados do contexto ou mal interpretados), não falam do direito a determinar o próprio modo de vida (calam os casamentos forçados), calam a violência da sharia, silenciam o aspecto problemático do uso do lenço e do chador, ocultam a discriminação contra a mulher, etc. Chega-lhes a jihad, o esforço interior contra o exterior.

O Flerte Cínico Cultivado Entre Figurantes da "Tolerância Religiosa"

Em muitos dos nossos colóquios universitários sobre o Islão e nas rondas públicas de tolerância ad hoc, os conferencistas falam da permuta de ideias acentuando o lado pacífico do Islão, mas omitem os aspectos críticos e os muçulmanos críticos, impede-se, assim, uma discussão séria, de olhos nos olhos. Pecam por omissão e fomentam a intolerância do Islão institucional contra um Islão que se quer modernizar. Ofuscam a fala de muçulmanos críticos que ao criticar versos agressivos do Corão <--- (**versos que são retirados do contexto ou mal interpretados) e das ahadith de Maomé, são hostilizados pela generalidade, e chegam mesmo a colocar a própria vida em perigo dentro das suas fileiras muçulmanas. A estes, que poderiam contribuir para a evolução do Islão, tira-se-lhes o tapete. Deste modo, intelectuais não islâmicos tornam-se cúmplices de um Islão conservador e segregador porque reservam o mícron aos conformes ou oportunos.

Muçulmanas e muçulmanos corajosos, críticos das irracionalidades muçulmanas, precisam de um palco que permita a modernização do Islão. Quem dá a palavra a estes é verdadeiramente amigo do Islão; quem dá guarida e projeção aos muçulmanos conservadores e de "fala mansa" serve, muitas vezes, à hipocrisia. O Islão precisa de reforma e quem precisa de palco público, para motivarem outros irmãos, são os reformistas. O resto é show de mútuas vaidades brilhantes e um DESserviço à toda comunidade muçulmana, porque, queira ou não, o status quo não apoia a formação de um Islão tolerante. Afirmo isto também devido à longa experiência de convivência e até apoio a grupos islâmicos da cidade.

Nenhuma Constituição de um país civilizado legitima o terrorismo, nenhum país civilizado aceita o fascismo; o Corão (quando mal interpretado) e as ahadith fazem-no e a maioria aceita isso como um dado religioso aceite e indiscutível pelo fato de trazer a etiqueta de religião. Não podemos legitimar o islão como arma aceitando também a premissa islâmica que uma mentira em favor do Islão é uma virtude! (como prega muitos "estudiosos")

É preciso modernizar o Profeta Maomé, não o deixando preso num patriarcalismo avoengo do Antigo Testamento. A ignorância e o oportunismo engravatado perante o Islão contribui para que este não passe nem da idade média nem do patriarcalismo próprio de zonas pobres e nômades.

A jornalista turca de Berlim, Güner Yasemin Balci afirma em Cícero: “Muçulmanos e não muçulmanos têm medo do Islão. O Islão é uma arma carregada, devemos finalmente descarregá-la”.

As causas da violência e do não desenvolvimento no islão vêm-lhe da falta da ausência de pensamento autocrítico e da presunção dos que não querem reformar o Islão para manterem uma atitude de desprezo perante as outras religiões.

Urge ajudar as forças reformistas dos muçulmanos e não manter o Islão institucional em banho-maria como se faz em muitas agremiações, conferências e confrarias.

A honradez é o tesouro mais profundo que cada pessoa tem a guardar, mas na consciência de que a honra que nos é devida se encontra no próximo a respeitar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário